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📖 Sabedoria

Capítulo 13

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1 São vãos, de fato, todos os homens em quem não há o conhecimento de Deus; e, a partir das coisas que parecem boas, não foram capazes de compreender aquele que é, nem, atentando para as obras, reconheceram quem era o artífice;

2 mas julgaram que o fogo, ou o vento, ou o ar veloz, ou o giro das estrelas, ou as águas impetuosas, ou o sol e a lua fossem os deuses que governam o mundo.

3 Se, deleitados com a sua beleza, os julgaram deuses, saibam quanto mais belo do que eles é o seu Senhor: pois o autor da beleza estabeleceu todas estas coisas.

4 Ou, se admiraram a sua força e as suas obras, entendam por elas que aquele que as fez é mais poderoso do que elas;

5 pois, pela grandeza da beleza e da criatura, poderá o criador delas ser visto de modo a ser conhecido.

6 Mas, no entanto, quanto a estes ainda é menor a queixa; pois também estes talvez errem, buscando a Deus e desejando encontrá-lo.

7 Pois, ao conviverem com as suas obras, indagam, e estão persuadidos de que são boas as coisas que se veem.

8 Mas, por outro lado, tampouco a estes se deve perdoar.

9 Pois, se tanto puderam saber, a ponto de poderem avaliar o mundo, como não encontraram mais facilmente o Senhor dele?

10 Infelizes, porém, são, e a sua esperança está entre os mortos, os que chamaram deuses às obras das mãos dos homens: ouro e prata, invenção da arte, e figuras de animais, ou uma pedra inútil, obra de mão antiga.

11 Ou, se algum artífice carpinteiro cortou da floresta uma madeira reta, e dela retira habilmente toda a casca, e, usando da sua arte, fabrica diligentemente um vaso útil para o uso da vida;

12 e usa os restos da sua obra para o preparo do alimento,

13 e o resto deles, que não serve para uso algum, uma madeira torta e cheia de nós, esculpe-o diligentemente no seu tempo livre, e pela perícia da sua arte lhe dá forma, e o assemelha à imagem de um homem,

14 ou o faz semelhante a algum dos animais: untando-o com vermelhão, e tornando vermelha a sua cor com tintura, e cobrindo toda mancha que nele há;

15 e lhe prepara uma morada digna, e, colocando-o na parede, e fixando-o com ferro,

16 para que por acaso não caia, cuida dele: sabendo que não pode socorrer-se a si mesmo, pois é uma imagem e necessita de auxílio.

17 E, fazendo voto acerca dos seus bens, e dos seus filhos, e do seu casamento, faz-lhe consulta: não se envergonha de falar com aquilo que está sem alma.

18 E pela saúde suplica ao que é débil, e pela vida roga ao que é morto, e para auxílio invoca o que é inútil.

19 E pela viagem pede àquele que não pode andar; e sobre o adquirir, e o trabalhar, e o êxito de todas as coisas, pede àquele que para tudo é inútil.

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📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público), cotejada com fontes católicas. Leitura/estudo — sem imprimatur.