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📖 Eclesiástico

Capítulo 20

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1 Quanto é melhor repreender do que irar-se, e não impedir aquele que se confessa em oração!

2 A concupiscência do eunuco desonrará a jovem virgem;

3 assim é aquele que pela violência profere juízo injusto.

4 Quão bom é, ao seres repreendido, mostrar arrependimento! Pois assim escaparás do pecado voluntário.

5 Há quem se cala e é tido por sábio; e há o odioso, que é atrevido no falar.

6 Há quem se cala por não saber o que dizer; e há quem se cala porque conhece o tempo oportuno.

7 O homem sábio calará até chegar o tempo; mas o leviano e o imprudente não respeitarão o tempo.

8 Quem usa de muitas palavras fere a sua própria alma; e quem se arroga autoridade injustamente será odiado.

9 Há progresso nos males para o homem indisciplinado, e há um ganho que se torna em prejuízo.

10 Há dádiva que não é proveitosa, e há dádiva cuja retribuição é dobrada.

11 Há quem se rebaixe por causa da glória, e há quem da humilhação levante a cabeça.

12 Há quem compre muito por baixo preço, e o restitui sete vezes mais.

13 O sábio nas palavras torna-se amável; mas as graças dos insensatos se desperdiçam.

14 A dádiva do insensato não te será proveitosa, pois os seus olhos são sétuplos.

15 Dará pouco e censurará muito; e a abertura de sua boca é um incêndio.

16 Hoje alguém empresta e amanhã o reclama; odioso é o homem assim.

17 O insensato não terá amigo, e não haverá gratidão pelos seus benefícios;

18 pois os que comem o seu pão têm língua falsa. Quantas vezes e quão grandemente zombarão dele!

19 Pois nem o que devia ser dado distribui com reto critério; e igualmente o que não devia ser dado.

20 O deslize da língua falsa é como o de quem cai no pavimento; assim virá depressa a queda dos maus.

21 O homem sem graça é como fábula vã, sempre presente na boca dos indisciplinados.

22 Da boca do insensato a parábola será rejeitada, pois ele não a diz no tempo devido.

23 Há quem se vê impedido de pecar pela pobreza, e no seu repouso será atormentado.

24 Há quem perca a sua alma pela vergonha, e pela influência de pessoa imprudente a perderá; e por respeito humano a si mesmo se perderá.

25 Há quem, por vergonha, faz promessa ao amigo, e sem motivo o ganha como inimigo.

26 Torpe vergonha no homem é a mentira, e estará continuamente na boca dos indisciplinados.

27 Melhor é o ladrão do que a constância do homem mentiroso; mas ambos herdarão a perdição.

28 Os costumes dos mentirosos são sem honra, e a sua vergonha está com eles sem cessar.

29 O sábio nas palavras promove-se a si mesmo, e o homem prudente agradará aos poderosos.

30 Quem cultiva a sua terra erguerá um alto monte de frutos, e quem pratica a justiça, esse será exaltado; mas quem agrada aos poderosos escapará da iniquidade.

31 Presentes e dádivas cegam os olhos dos juízes, e, como mudo na boca, desviam as suas repreensões.

32 Sabedoria escondida e tesouro invisível, que proveito há em ambos?

33 Melhor é quem oculta a sua insensatez do que o homem que esconde a sua sabedoria.

📚 Tradução Flamma Cordis (português moderno), a partir da Vulgata Clementina (domínio público), cotejada com fontes católicas. Leitura/estudo — sem imprimatur.