Acessibilidade:
✍️ Artigos

Quando o brilho se vai!

Quando o brilho se vai, quantos ficarão a te admirar? Pode, por acaso, ter algum valor um diamante sem brilho? Pode valer algo se estiver escondido dentro da rocha? Quando pensares que ocultar quem você realmente é seja a melhor saída, lembre-se de que o local onde o diamante se transforma é escuro e insalubre; é justamente nessas condições que ele se torna o que é. Porém, ele só tem valor se sair desse ambiente com o brilho que dele se espera.

As sombras não conseguem esconder a luz; esta, ao contrário, dissipa todas as trevas. A luz não foi criada para se esconder da escuridão, mas foi feita justamente para clarear as situações, revelar o que antes estava oculto e fazer com que possamos compreender perfeitamente a situação e o local onde estamos.

Muitas pessoas, ao longo da vida, tentam fazer com que sua luz e o seu brilho fiquem guardados dentro de si, de tal forma que se tornam irreconhecíveis. Deixam de ser quem são. Escondem o que têm de melhor por medo da rejeição, da intolerância e da não aceitação. Ao agirem assim, acabam por criar a imagem de alguém que não as representa. Nesses momentos, é preciso lembrar que o sol, em seus horários de pico, pode até queimar, mas ficar sem ele tornaria a vida em nosso pequeno planeta inviável.

Nota: O que quero dizer com isso é que, às vezes, o nosso eu verdadeiro pode nos machucar um pouco, por conta dos medos mencionados. No entanto, é importante saber que, mais dia, menos dia, esconder nossa essência poderá tornar a própria vida inviável. Surgem assim as depressões, as angústias, os choros e, por consequência disso, a nossa própria morte em vida. Não podemos sufocar aquilo que temos como verdade em nós, quem nós realmente somos. Fazer isso é um suicídio da alma.

Quando agimos dessa forma, faltamos com a verdade. Mentimos para nós mesmos e criamos um estranho que, em frente ao espelho, se torna irreconhecível. Torna-se impossível aceitar a imagem que iremos, dia a dia, presenciar. Seremos alheios à nossa essência e, quando isso acontece, perdemos, além de tudo, a nossa identidade.

Que possamos, primeiramente, entender e conhecer o nosso cerne. Que saibamos olhar para dentro de nós, conhecendo-nos intrinsecamente para que, cientes disso, não venhamos mais a negociar com o nosso íntimo o que mostrar ao mundo, mas sim mostrá-lo como nossa imagem realmente é. Que saibamos respeitar o próximo, porém, que não sejamos nós a negociar com o mundo quem ele quer que pareçamos ser. É essencial mudarmos, crescermos e amadurecermos a ponto de adquirir experiências, mudar algumas ideias e seguir em frente. O mais importante é não nos limitarmos a ser quem jamais desejaríamos ser.

Seja a luz que você nasceu para ser!

por André Luiz Boschetti · 18/06/2026 às 20:57